A queda mais alta da Chapada — cerca de 187 m, na Reserva Bellatrix, em São João d'Aliança. Pouca gente conhece; quem vai, não esquece.
Rota temática
Fuja da multidão
Para quem quer sossego: apenas as cachoeiras com nota de solidão alta (4+), longe dos roteiros lotados.
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Queda alta e poderosa (≈70 m) escondida no Kalunga. Trilha de nível médio, pouca gente — um dos segredos mais bem guardados do norte da Chapada.
O ápice da aventura na Chapada: quedas de ~90–97 m despencando no maior cânion da região, com paredões de ~100 m. Chegar lá é uma expedição — trilha pesada e ~3 km de travessia aquática de neoprene, capacete e colete dentro do cânion do Rio Macaquinhos, na Reserva Piraquara (São João d'Aliança). Aberta à visitação desde 2018.
Uma garganta onde o Rio Paranã inteiro é espremido entre paredões de rocha e vira corredeira classe III–IV — o 'Funil' —, dentro do território Kalunga. A forma de conhecer é um rafting etnocultural que desce o rio com guias Kalunga, só na estação seca (o bate-volta embarca em Alto Paraíso, não em Cavalcante). Atenção à confusão comum: este Rio Paranã é o da bacia Tocantins-Araguaia (afluente do Tocantins), não o Rio Paraná do Sul. E a história do boto: moradores relatam um golfinho de rio no trecho. Se real, seria do gênero Inia — provavelmente o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis, descrito só em 2014, tido como o único golfinho de rio endêmico do Brasil). Mas, com honestidade: não há registro científico nem de imprensa de boto no próprio Rio Paranã (a população isolada conhecida fica na bacia vizinha, do Rio Maranhão), então é relato local não confirmado — não uma 'espécie nova descoberta aqui' — e o avistamento, quando acontece, é pura sorte.
"Complexo das Lajes" não existe como atrativo independente catalogado: o nome remete ao Córrego das Lajes e à Fazenda Lages, na divisa GO/TO, que junto com o Córrego Canjica formam o conhecido Complexo Águas Lindas e Canjica. São cachoeiras, cânions e poços de borda infinita encaixados em lajeados de rocha, com água turquesa e esmeralda. Fica em território Kalunga, a cerca de 75 km de Cavalcante por estrada de terra, com guia obrigatório.
Uma das cavernas mais ricas em espeleotemas do Brasil, dentro do Parque Estadual de Terra Ronca, com mais de 20 km de desenvolvimento e o rio São Mateus correndo por dentro. A entrada original desabou há milênios, então se entra por uma fissura estreita e íngreme, descendo cerca de 5 metros em corda. Lá dentro abrem-se salões monumentais — como o Salão dos Travertinos Gigantes, o Salão das Agulhas e o Salão das Pérolas — com forração de estalactites brancas, flores de calcita e piscinas de travertino multicoloridas.
A mais radical das cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca: a entrada se dá por um rapel vertical de cerca de 40 metros, e lá dentro o Rio São Vicente forma uma sequência rara de cachoeiras subterrâneas. É na São Vicente que ocorre o famoso "raio azul" — um feixe de luz que entra por uma fenda no teto por volta das 13h e ganha tom azulado pela umidade da gruta. Caverna fechada à visitação comum; só com autorização da Semad e guia credenciado.
Complexo particular de cachoeiras do Rio Caldeira, a ~19 km de Alto Paraíso pela GO-239 sentido povoado do Sertão, com quatro quedas em sequência: Caracol, Pedrão e Walkyrias 1 e 2, todas com poços de banho. A Cachoeira do Caracol, última e mais alta do percurso, cai por uma fenda na rocha formando um véu diante de uma parede em espiral — o acesso final é por via ferrata (escada metálica fixada na rocha) com cadeirinha e capacete fornecidos, em grupos de até 6 visitantes além do guia; menores de 10 anos não sobem. A visita exige agendamento e acompanhamento de guia credenciado — é proibido entrar no complexo sem guia. Trilha leve de ~2,5 km (ida e volta) à beira do rio, com trechos sombreados de mata.
Também grafada Catuá. A joia do povoado de Campo Alegre (distrito do Mocambo/Mucambo), em Paranã (TO), na faixa de divisa disputada entre GO e TO ao norte de Cavalcante. Guias falam em ~70 m de queda; o cadastro estadual de turismo registra 101 m. Uma queda alta encravada num paredão rochoso, cujo grande diferencial são dois poços lado a lado: um de água verde-esmeralda e gelada, alimentado pela cachoeira, e outro de água morna em tom azul-turquesa, que brota de uma nascente na rocha. Lugar isolado, sem estrutura, só visitável com guia credenciado.
Queda livre de cerca de 115 m (algumas fontes citam 120 m) no córrego Simão Correia, afluente do rio São Bartolomeu, na zona rural leste de Alto Paraíso de Goiás — área recém-incorporada aos limites ampliados do Parque Nacional. O acesso é por ~33 km de estrada de terra (GO-239 sentido Nova Roma) e trilha de ~12 km ida e volta que começa atravessando o rio São Bartolomeu, com poços cristalinos e uma cachoeira secundária de poço fundo no caminho. Funciona todos os dias das 7h às 18h, com entrada permitida só até as 11h.
Complexo do Rio da Prata: água clara, poços para banho e bem menos movimento. Aposta de quem é da região quando perguntam 'a mais bonita de verdade'.
Um dos roteiros mais selvagens da Chapada, no vale do Rio Macacão, entre Alto Paraíso e São João d'Aliança: a Cachoeira da Escadaria e a Macacão/Catedral, com queda de no máximo ~40 m. Área de avistamento frequente de lobo-guará e veado-campeiro; a base é a Aldeia Macaco.
Cachoeira pouco explorada no Vão do Moleque, território Kalunga, no mesmo sistema do Rio Curriola que abriga a vizinha Cachoeira do Guardião — mas é uma queda distinta, listada à parte no turismo de base comunitária do Vão do Moleque. A água desce de um paredão estreito formando um poço de cor azul-esverdeada intensa e cristalina, cercado pela mata. O acesso é bem mais curto e fácil que o do Guardião: cerca de 2 km de trilha (ida e volta), com opção de seguir mais ~4 km rio acima até poços naturais adicionais.
Principal travessia do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: cerca de 23,5 km em 2–3 dias, com pernoite no camping rústico à beira do Rio Preto, junto ao conjunto de pequenas quedas e poços que dá nome ao lugar. O percurso sai do Centro de Visitantes, em São Jorge, cruza campos rupestres e córregos do cerrado e termina em portaria na GO-239, a ~12 km de São Jorge. Só funciona na estação seca (temporada 2026: 15/06 a 11/10), com reserva antecipada do pernoite pelo site oficial do parque e briefing obrigatório na entrada.
Uma das cachoeiras mais inexploradas da Chapada, escondida no Vão do Moleque, dentro do território Kalunga. A queda despenca de um paredão imponente sobre um poço de águas azul-cristalinas que chega a 12 m de profundidade, com um trampolim natural de pedra. Quase toda a trilha é feita pelo leito do Rio Curriola, entre pedras, dentro do cânion. Atrativo de turismo de base comunitária Kalunga, aberto à visitação desde 2018.
O "cenote" do cerrado: um poço vertical inundado de águas azul-turquesa dentro do complexo de Terra Ronca, famoso por nunca ter tido o fundo alcançado — mergulhadores já passaram dos 50 m e estimativas falam em cerca de 180 m de profundidade. A descida é por rapel de uns 45 m direto até a lâmina d'água, dentro de uma fenda na rocha calcária. Fica em propriedade particular, a cerca de 14 km de Divinópolis de Goiás, e só pode ser visitado com agência autorizada.
A queda de ≈80 m do Rio Preto dentro do Parque Nacional — o segundo grande salto da Trilha dos Saltos, logo abaixo do Salto I (120 m). Paredão imponente e poço para banho na base quando o nível do rio permite.
Uma das quedas mais altas da região, com o Rio Ave Maria despencando cerca de 120 metros num cânion, em território Kalunga a uns 12–14 km de Cavalcante, no caminho de Santa Bárbara. É um atrativo só, com dois pontos de vista: a vista por cima, do mirante na Serra da Nova Aurora, alcançada por uma trilha curta e fácil de carro até quase o início; e a vista por baixo, na base da cachoeira, por trilha mais longa com passarelas e corrimãos de madeira, acesso restrito e agendado. No auge das chuvas o paredão se enche; na seca a vazão cai bastante.


































