Cartografia experimental
Cachoeiras Ocultas
Quedas d'água que o algoritmo encontrou no relevo da Chapada — e que ninguém catalogou ainda.
A Chapada tem centenas de cachoeiras. Mas quantas ainda não têm nome? Rodamos um detector sobre os dados de relevo da região inteira, procurando onde os rios despencam. O resultado é este mapa de candidatas — pistas para explorar, não destinos prontos.
Como funciona
Onde a água corre
A partir do relevo, o detector simula o escoamento e desenha a rede de drenagem — de riachos a rios.
Onde o terreno despenca
Em cada trecho de rio ele mede o gradiente. Cachoeira não é só terreno íngreme: é um rio que cai de repente.
O cruzamento
Onde os dois coincidem — água mais degrau abrupto — está um knickpoint: a assinatura de uma provável queda.
O que a cor significa
A confiança de cada ponto vem dos sinais mais robustos: o tamanho da bacia (quanto rio passa ali) e o gradiente do canal. Os de alta confiança são rios de verdade com quedas acentuadas; os de baixa costumam ser sulcos de borda de cânion — ruído a filtrar.
O relevo tem resolução de ~30 metros, então quedas pequenas ou encaixadas em fendas estreitas escapam, e a altura é uma estimativa. Trate os números como relativos, não como medição.
Isto não é um convite para invadir
Muitas candidatas caem em terra particular, território Kalunga ou áreas sem trilha e sem sinal. São coordenadas, não roteiros. Vá com guia local, respeite o acesso e a natureza, e nunca dependa só do GPS.
Explorou uma delas?
Se você confirmou — ou desmentiu — uma candidata em campo, conte pra gente. É assim que uma queda oculta vira uma cachoeira no Atlas.
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