Foto: Adelano Lázaro · CC BY-SA 4.0 · commons.wikimedia.org
Mais fotos no GoogleCachoeira Ponte de Pedra
Cachoeira que atravessa um arco de pedra natural, na Reserva Renascer, em Cavalcante (acesso pela estrada de terra de Cavalcante para Colinas do Sul, no KM 9). Uma formação rochosa de cerca de 30 m e 1,8 bilhão de anos — um dos pontos mais antigos da Chapada, um verdadeiro museu a céu aberto. O Rio São Domingos passa por dentro da ponte; uns 100 m abaixo abre-se o cânion, com uma cachoeira de borda infinita de aproximadamente 70 m e dois mirantes (vista do Catingueiro e da própria Ponte de Pedra). Trecho de carro até o estacionamento antes de pôr o pé na trilha.
- Guia de turismo obrigatório, pela Reserva Renascer.
- Entrada das 8h às 13h, retorno até 16h — todos os dias.
- CAT Cavalcante — (62) 3494-1507 · turismo.cavalcante.go.gov.br
Como chegar
- De Cavalcante9 km
- De Teresina de Goiás30 km
Pela estrada de terra de Cavalcante para Colinas do Sul, no KM 9, entra na Reserva Renascer e percorre mais ~3 km de carro até o estacionamento, onde começa a trilha. Dá pra ir de carro comum — a reserva está melhorando os trechos ruins da estrada.
A rota leva ao estacionamento, onde começa a trilha — o pino no mapa marca o atrativo em si, que fica a pé daí.
A trilha
Trilha de 6 km ida e volta (~2h a pé), nível moderado a intenso. O deslocamento de carro dentro da fazenda até o estacionamento (~6 km ida e volta) é à parte.
A água & o rio
- Rio
- Rio São Domingos
Pontuação
Notas de 1 a 5. Beleza é subjetiva — por isso separamos em eixos, para você ordenar pelo que importa pra você.
Planejando a visita
Cachoeira Ponte de Pedra fica a cerca de 9 km, por estrada, de Cavalcante; o acesso é por estrada de terra em bom estado; a trilha tem 6 km ida e volta, nível moderada, na faixa de 2 h.
A visita exige guia local: guia de turismo obrigatório, pela Reserva Renascer; a entrada custa R$ 50 por pessoa.
- Precisa de guia?
- Guia de turismo obrigatório, pela Reserva Renascer.
- Quanto custa a entrada?
- R$ 50 por pessoa.
- Dá para ir de carro comum?
- Sim, com cuidado — estrada de terra em bom estado.
- Qual o horário?
- Entrada das 8h às 13h, retorno até 16h — todos os dias.
Guias para esta cachoeira
A visita exige condutor autorizado. Fale direto — a mensagem já vai pronta.
- Daniel Maia — Território Kalunga, cachoeiras, fotografia com droneWhatsApp
- Mercides — quilombo Kalunga, trilhas, Engenho IIWhatsApp
- Guias Kalunga — Complexo Turístico (AKCE) — quilombo Kalunga, Santa Bárbara, Candaru, CapivaraWhatsApp
Como a Ponte de Pedra se formou?
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O alicerce antigo (mais de 2,1 bilhões de anos)
- Há mais de 2,1 bilhões de anos formaram-se as rochas mais antigas da região: os xistos e gnaisses da Formação Ticunzal — que tem sua área-tipo justamente em Cavalcante.
- Entre 2,15 e 2,0 bilhões de anos, grandes massas de granito (Suíte Aurumina) invadiram essas rochas antigas.
- É esse embasamento de granito e gnaisse que aflora hoje no vale abaixo da cachoeira e na região da cidade.
- 2
Um rifte se abre e enche de areia (~1,77 bilhão de anos)
- Há cerca de 1,8–1,6 bilhão de anos a crosta se esticou e se partiu, formando um rifte — um grande vale alongado — com vulcões ativos por volta de 1,77 bilhão de anos.
- Rios, leques de cascalho e dunas de vento encheram esse vale de areia e seixos: são os sedimentos da Formação Arraias, do Grupo Araí.
- É nessa unidade que o mapa geológico do Serviço Geológico do Brasil situa a região da Ponte de Pedra — bem na borda onde a cobertura do rifte encosta no embasamento antigo.
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A areia vira rocha dura
- Soterradas por novas camadas de sedimento, as areias do rifte foram compactadas e cimentadas, virando arenito duro.
- A transformação final em quartzito — grãos de quartzo soldados uns aos outros, uma das rochas mais resistentes à erosão — provavelmente veio com o calor e o aperto da colisão de continentes do passo seguinte.
- Nem toda camada ficou igual: na região, quartzitos puros e duros se alternam com camadas mais micáceas e friáveis — uma diferença que vai importar lá na frente.
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Continentes colidem: dobras e fraturas (~600 milhões de anos)
- Há cerca de 600 milhões de anos, a colisão de continentes que formou a Faixa Brasília dobrou e fraturou as rochas de toda a região.
- Em Cavalcante essas dobras são gigantes — uma delas é visível no Mirante da Nova Aurora, perto daqui.
- As fraturas abertas nessa época viraram caminhos preferenciais por onde a água passaria a trabalhar.
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O planalto sobe e o rio despenca
- Muito depois, a região foi soerguida e a erosão removeu as camadas mais moles, deixando o quartzito duro sustentando o alto da chapada.
- Na região da Ponte de Pedra, o rio São Domingos desce quase 500 metros da borda da chapada até o fundo do vale em poucos quilômetros (estimativa por modelo de elevação).
- É nessa borda erguida de quartzito duro que o rio forma o grande salto da cachoeira — de 70 a 100 metros conforme a fonte; mais abaixo, o vale já corre sobre os granitos e gnaisses do embasamento.
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E o arco? O processo típico das pontes de pedra
- Não encontramos estudo geológico publicado sobre este arco específico — a descrição mais próxima, de um relato de viagem, diz que ele foi “aberto pelo lento e paciente trabalho das águas” do rio.
- Em pontes de pedra como esta, a água costuma achar caminho por camadas mais fracas ou fraturas sob uma camada dura de quartzito, alargando a passagem pouco a pouco até o rio inteiro passar por baixo — e a camada resistente fica suspensa como uma ponte, aqui com um vão de quase 30 metros segundo a operadora local.
- A rocha tem cerca de 1,8 bilhão de anos, mas a ponte em si é uma forma jovem e passageira da paisagem: como toda ponte natural, um dia vai se afinar até desabar.
A Ponte de Pedra está esculpida em quartzitos da Formação Arraias (Grupo Araí, ~1,8 bilhão de anos), depositados num antigo rifte sobre granitos e gnaisses ainda mais antigos — os mesmos que afloram no vale abaixo. Soerguimento e erosão deixaram o quartzito duro segurando a chapada enquanto o rio São Domingos despenca na escarpa; o arco é uma forma jovem, provavelmente aberta pela água ao explorar camadas fracas e fraturas sob a rocha resistente — o processo típico das pontes de pedra.
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Perto dali
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Vídeo FPV em breve
Imagens de drone desta queda.
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