O mirante mais famoso da Chapada dos Veadeiros: uma 'janela' natural de pedra que emoldura os Saltos do Rio Preto (quedas de 120 m e 80 m) dentro do Parque Nacional. Fica fora da portaria do PNCV, em área de gestão particular, com trilha de ~8 km (ida e volta) a partir de estacionamento gratuito a ~5 km da Vila de São Jorge. Na metade do caminho está a Cachoeira do Abismo, que só tem queda d'água na estação chuvosa (outubro a início de abril). Entrada paga na portaria (dinheiro ou Pix); pôr do sol e nascer do sol somente com guia credenciado.
Chapada dos Veadeiros
Além das cachoeiras
Nem só de queda d'água vive a Chapada: grutas e cavernas, cânions, mirantes, poços e experiências como o tour astronômico do Observatório Bellatrix. Esta página já filtra a lista completa do Atlas — refine à vontade nos filtros abaixo.
O mapa do céu escuro
Onde a noite ainda é preta de verdade? Veja a poluição luminosa da região no mapa, as fases da Lua e as melhores noites para olhar para cima.
Ver o céu estreladoA caverna mais imponente do Parque Estadual de Terra Ronca: o pórtico de entrada tem 96 m de altura por 120 m de largura, e o Rio da Lapa atravessa os salões — em um dos pontos a água chega na cintura e se cruza com auxílio de corda fixa. Lá dentro fica o Salão dos Namorados, com estalactites e estalagmites enormes, e o altar onde acontece a romaria do Bom Jesus da Lapa, em 5 e 6 de agosto.
O morro em formato de baleia é um dos cartões-postais da GO-239 entre Alto Paraíso e São Jorge, vizinho do Jardim de Maytrea. O cume, a ~1.500 m, abre vista 360° para o Maytrea, as Sete Lagoas e Alto Paraíso. A subida é íngreme e pedregosa (~4 km ida e volta pela rota do Camping do Waldomiro; até ~7 km no circuito completo) por fazendas particulares, com cobrança na porteira e trilha sem sinalização — vá com guia. Na época de chuvas o circuito rende o bônus do mirante da Cachoeira da Bailarina, queda sazonal de ~100 m tipo véu-de-noiva na encosta do morro.
Poço cristalino de tons verde-esmeralda com ~5 m de profundidade no Santuário Fazenda Volta da Serra — a mesma propriedade da Cachoeira do Cordovil. Entra-se na água saltando ~5–6 m das pedras (só com condutor) ou nadando; rio acima há 'banheiras' de hidromassagem natural, e a visibilidade é ótima para snorkel. Perene, é a aposta certa da fazenda no auge da seca, quando a queda do Cordovil mingua. O ingresso é único para a fazenda (cobre também Cordovil, Encontro e Rodeador).
Uma garganta onde o Rio Paranã inteiro é espremido entre paredões de rocha e vira corredeira classe III–IV — o 'Funil' —, dentro do território Kalunga. A forma de conhecer é um rafting etnocultural que desce o rio com guias Kalunga, só na estação seca (o bate-volta embarca em Alto Paraíso, não em Cavalcante). Atenção à confusão comum: este Rio Paranã é o da bacia Tocantins-Araguaia (afluente do Tocantins), não o Rio Paraná do Sul. E a história do boto: moradores relatam um golfinho de rio no trecho. Se real, seria do gênero Inia — provavelmente o boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis, descrito só em 2014, tido como o único golfinho de rio endêmico do Brasil). Mas, com honestidade: não há registro científico nem de imprensa de boto no próprio Rio Paranã (a população isolada conhecida fica na bacia vizinha, do Rio Maranhão), então é relato local não confirmado — não uma 'espécie nova descoberta aqui' — e o avistamento, quando acontece, é pura sorte.
O céu estrelado da Chapada é um espetáculo à parte: no Paralelo 14, em altitude e longe da poluição luminosa das cidades, as noites limpas revelam a Via Láctea a olho nu. O Tour Astronômico do Observatório Bellatrix é uma observação guiada por telescópio — planetas, luas, aglomerados estelares e as constelações do cerrado, com leitura do céu por quem conhece. O encontro é no estacionamento da entrada do Parque Nacional, na vila de São Jorge, com caminhada noturna curta até a cúpula.
Uma das cavernas mais ricas em espeleotemas do Brasil, dentro do Parque Estadual de Terra Ronca, com mais de 20 km de desenvolvimento e o rio São Mateus correndo por dentro. A entrada original desabou há milênios, então se entra por uma fissura estreita e íngreme, descendo cerca de 5 metros em corda. Lá dentro abrem-se salões monumentais — como o Salão dos Travertinos Gigantes, o Salão das Agulhas e o Salão das Pérolas — com forração de estalactites brancas, flores de calcita e piscinas de travertino multicoloridas.
A mais radical das cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca: a entrada se dá por um rapel vertical de cerca de 40 metros, e lá dentro o Rio São Vicente forma uma sequência rara de cachoeiras subterrâneas. É na São Vicente que ocorre o famoso "raio azul" — um feixe de luz que entra por uma fenda no teto por volta das 13h e ganha tom azulado pela umidade da gruta. Caverna fechada à visitação comum; só com autorização da Semad e guia credenciado.
O "cenote" do cerrado: um poço vertical inundado de águas azul-turquesa dentro do complexo de Terra Ronca, famoso por nunca ter tido o fundo alcançado — mergulhadores já passaram dos 50 m e estimativas falam em cerca de 180 m de profundidade. A descida é por rapel de uns 45 m direto até a lâmina d'água, dentro de uma fenda na rocha calcária. Fica em propriedade particular, a cerca de 14 km de Divinópolis de Goiás, e só pode ser visitado com agência autorizada.
Rochas esculpidas pela água do Rio São Miguel ao longo de milhões de anos, formando crateras e poços que parecem a superfície da Lua. Trilha curta e fácil.
Conjunto de sete poços de água verde-esmeralda ligados por pequenas quedas. Plano e fácil — boa para crianças e idosos.
Planície aberta de cerrado pontilhada de buritis, com o Morro da Baleia ao fundo. Parada obrigatória no fim de tarde, à beira da GO-239.
Paredões de rocha onde o Rio Preto corre encaixado, com poço fundo de água escura para nadar. Um dos trechos mais fotografados do Parque.
Atrativo novo (aberto em 2023) no interior de Cavalcante, a cerca de 75 km do centro, no rumo do povoado de São José, perto da divisa com o Tocantins. É um conjunto de quatro a cinco poços de água cristalina verde-esmeralda formados pelo Rio Capivara entre paredões e formações de rocha, com escorregador natural de pedra, uma mini-borda infinita e lugares para pular. Fica em propriedade particular, por isso a entrada é só com guia.
Cânion do Rio São Miguel dentro do Complexo Morada do Sol, atrativo privado a cerca de 6 km da Vila de São Jorge (4 km pela GO-239 e ~2 km de estrada de terra). Trilha leve de ~1,2 km a partir da recepção leva à borda do cânion, onde o rio corre com força entre paredões de pedra escura; o trecho é de contemplação, sem banho — os poços ficam nas trilhas vizinhas do mesmo ingresso (Cachoeira Morada do Sol, Banho das Crianças e Barra das Douradas). O nome vem das andorinhas/andorinhões que sobrevoam os paredões do vale.
Complexo privado de banho no Rio São Miguel, na GO-239 km 85 (sentido Colinas do Sul), a ~6 km da Vila de São Jorge. Um ingresso único dá acesso a quatro trilhas a partir da recepção: Banho das Crianças (150 m), Cachoeira Morada do Sol (900 m), borda do cânion do Vale das Andorinhas (1,2 km) e Barra das Douradas (1,5 km) — terreno quase plano, bom para famílias. Canionismo e rapel mediante agendamento prévio.
Confluência do Rio São Miguel (águas claras) com o Rio Tocantinzinho (águas mais escuras), que correm lado a lado sem se misturar por um trecho e formam praias fluviais de areia clara. Na seca (maio a setembro) as praias ficam maiores e o local é usado para banho, piquenique e rafting nas corredeiras. Fica na estrada de terra entre São Jorge e Colinas do Sul, com trilha curta e restaurante de comida caseira no atrativo.
O Cânion São Félix fica no rio São Félix, dentro da Fazenda São Félix, a noroeste de Cavalcante. Faz parte de um complexo que reúne a famosa Cachoeira São Félix — a "prainha do Cerrado", com faixa de areia branca e poço raso — além das cachoeiras Degrau e Boa Brisa. O cânion propriamente dito, com paredões de quartzito e água esverdeada, é alcançado por trilha mais longa a partir da prainha, geralmente em travessia guiada.


















